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Os riscos de vender sucata para atravessadores informais

A venda de sucata para atravessadores informais ainda é uma prática comum no mercado brasileiro. No entanto, ela representa um conjunto de riscos que muitas empresas só percebem quando o problema já está instalado — seja no bolso, na reputação ou diante de uma fiscalização ambiental. Por isso, para quem atua nas áreas de supply chain e meio ambiente, compreender esses riscos é essencial para proteger a empresa e assegurar que um resíduo, que deveria ser um ativo de valor, não se transforme em passivo.

Diante desse cenário, apresento a seguir uma análise direta, pragmática e didática sobre os principais riscos dessa prática e, ao mesmo tempo, explico por que empresas estruturadas, como a Sulfermetal, se tornaram fundamentais para reduzir essas exposições.


1. Riscos fiscais e tributários

Atravessadores informais, em geral, operam sem nota fiscal ou com documentação inconsistente. Consequentemente, isso coloca o gerador da sucata no centro do risco — e não o atravessador. Em qualquer fiscalização, a responsabilidade recai sempre sobre a indústria que gerou o resíduo.

Sem nota fiscal, por exemplo:

  • A empresa não consegue comprovar a destinação adequada.
  • Além disso, não há registro formal da receita da venda do resíduo.
  • Como resultado, pode haver imputação de sonegação, mesmo que involuntária.
  • Por fim, a Receita Federal pode aplicar multas por omissão de receita e inconsistências documentais.

Nesse contexto, trabalhar com empresas regulares e estruturadas elimina essa exposição e permite que a venda da sucata se torne uma operação transparente, segura e plenamente auditável.


2. Riscos ambientais e regulatórios

A legislação ambiental trata o resíduo industrial com rigor. Assim, quando um resíduo sai da empresa, é obrigatório comprovar:

  • Quem coletou.
  • Para onde foi levado.
  • E, principalmente, como será destinado.

Atravessadores informais, por outro lado, normalmente não possuem:

  • Cadastro em órgãos ambientais.
  • Emissão correta de MTR.
  • Rastreamento da destinação final.

Na prática, isso significa que, se houver descarte irregular — em solo, córregos ou terrenos clandestinos — a responsabilidade recai sobre quem gerou o resíduo, e não sobre quem intermediou. Como consequência, o passivo ambiental pode ser elevado e imediato.


3. Riscos de imagem e auditorias

Empresas certificadas, ou em processo de certificação, sofrem forte pressão de seus clientes para manter a rastreabilidade do ciclo do resíduo. Nesse sentido, vender sucata para um intermediário sem estrutura pode:

  • Comprometer auditorias ISO.
  • Enfraquecer políticas ESG.
  • Além disso, gerar inconsistências em auditorias de clientes como fundições, siderúrgicas e multinacionais.

Somado a isso, fatores como contaminação, descarte inadequado ou transporte inseguro tendem a gerar um dano reputacional difícil de reverter.


4. Riscos comerciais e financeiros

Atravessadores informais dependem da arbitragem de preço. Ou seja, compram sem padrão, sem contrato e, muitas vezes, sem pagamento estruturado. Como resultado, isso gera:

  • Oscilações bruscas de preço.
  • Falta de previsibilidade na receita da sucata.
  • Risco real de não pagamento.
  • Descontinuidade nas coletas.

Em um mercado de margens apertadas, previsibilidade e seriedade fazem diferença direta no fluxo de caixa.


5. Riscos operacionais

A operação com informais costuma ser improvisada. Frequentemente, envolve:

  • Veículos sem manutenção adequada.
  • Ausência de EPIs.
  • Coletas feitas sem padrão operacional.
  • Caçambas inadequadas ou em mau estado.

Dessa forma, qualquer acidente dentro da planta pode gerar responsabilidade solidária para a empresa geradora. Esse ponto é especialmente crítico para áreas de segurança do trabalho e jurídico.


Por que optar por uma empresa estruturada como a Sulfermetal

A Sulfermetal atua com foco na regularidade, segurança e previsibilidade — três pilares que, juntos, eliminam praticamente todos os riscos mencionados acima. Entre os principais diferenciais, destacam-se:

• Documentação completa e rastreável
Notas fiscais corretas, MTR, CTF/IBAMA, licenças e toda a conformidade exigida em auditorias.

• Atendimento rápido e padronizado
Coletas realizadas conforme combinado, com equipe treinada e frota adequada, evitando acúmulos, atrasos e improvisos.

• Preços competitivos e pagamento à vista
Modelo claro, transparente e sustentável ao longo do tempo.

• Caçambas e frota em ótimo estado
Redução de riscos dentro da planta do cliente e elevação do padrão operacional.

• Foco em sustentabilidade e ESG
Relatórios, orientações e melhoria contínua no armazenamento e separação dos resíduos.

• Reputação sólida no mercado
Referências entre grandes indústrias mecânicas, fundições e siderúrgicas, que reconhecem a qualidade do serviço.


Conclusão

Vender sucata para atravessadores informais pode parecer, à primeira vista, financeiramente vantajoso. Entretanto, quando analisamos o conjunto dos riscos — fiscais, ambientais, operacionais e reputacionais — fica claro que o barato costuma sair caro. No ambiente empresarial atual, em que transparência e conformidade são cada vez mais exigidas, trabalhar com uma empresa sólida e regular como a Sulfermetal é a forma mais segura de transformar sucata em receita, sem expor o negócio a riscos desnecessários.

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